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quimera

arabesque penchée

era azul o vestido
que me trajava no sonho

éramos três e um café
entoava cheiros na xícara de uma moça
que eu desconhecia

aí umedecia um vento carnaval
soprando cédulas
na porta da rua
(por que cédulas e não confetes?)

só sei que era Lisboa ali
aquela cidade que não sei

o meu vestido
fio a fio
foi tecendo o céu
e a moça parece que já ia partir

 

femme

há sempre uma fêmea
na profundidade
(é preciso)

em qualquer parte do mundo
e onde o mundo não tem parte
(no oco)

 

empós

e sairia
no meio do teu sono
ao nascer do sol