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(isso tem a ver com estarmos juntos)

Opalino é um intermezzo entre fotografia e poema, o primeiro rascunho do que viria a se tornar o livreto das manhãs de agosto, ou Opalino. o que segue é um trecho.

Insônia

esta é uma daquelas noites em que você não aparece
e tudo o que há é esse teu gosto arrudiano
a minha pele. coisa de superfície,
esse teu gosto que caminho pela casa, que
te revela a cada instante, em cada canto, em cada.
e não há mais por que não dizer:
é mesmo o meu desejo, esse gosto de tua pele,
tú más profunda piél, que te respira aqui,
confesso, letra a letra, palavra em movimento
– e você caminha Jazz – assim, você perto.

Poética

Uma vez em casa, escreveria de volta
o teu nome, trazendo para mim, outra
vez, gosto pele boca, o teu corpo, corpo nu,
porque é assim que te compreendo: corpo nu
que de palavras salta ao centro.