correndo pelos cabelos da canção excelsa

…….Tocando de estrela (ou Ela vai entrando para fora da porta)

Ando no chão tatuado de vinho, na esfinge da rua do estampido.
Escala que se martela de assobio, estampado à boca rubra
na intensidade de um milhão de hipérboles
(são todas células trêmulas repelindo gostos
calafrios da recém-primavera na língua).

Besouros disputam nossos ouvidos.

Vozes de cetim deslizante,
aveludadas, rebatem na fronte –
porque o tempo não é esse,
as teclas não são essas.

Repito: estamos beirando e seremos
mutilando os nossos braços,
expelindo versos,
mastigando lares;

O que ficou, o que deveria ter ficado
é substância, idéia e substância de alguma quase canção –
Pulo de vozes falando de como é fácil
ser besouro em uma dança estranha
e abalar as estruturas da veia mais corrente!
mas a música sempre volta,
sempre volta.

(uma varanda observa com nuvem e um multicolorido
de guitarra e mulher:
…….dance!)

Há entre os dedos a felicidade das asas que vão além
e não há choro. Choro choro pra ninguém.

(tocando de estrela)

E ela vai saindo pela porta,
..Ela vai voando e não volta.
.Ela vai entrando para fora da porta.

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