tinha que ser



Somos seres cansados,
percebe? Já nos conhecemos cansados.
Talvez não um cansaço por demais
…………….amargurado,
não dos que azedam a Esperança
mas daquele que, já dilacerado,
o coração tanto em fuga
…………………………repousa cordial
no lascivo e
……………no ébrio.

Havia sim, entre o flamenco e uma bossa
algo que ressoava tuas verdades:
uma Imperatriz ou a Lua,
mas nem as cartas dariam pistas
do Mistério e Força
……………..CRUA
e com sentido turvo.
Minha palavra era uma:
Vontade.

Somos seres distantes
Vê? Somos mar, aurora e distância.
Só a Voz do Brasil nos parece
comum.
Mas não damos ouvidos,
não ouvimos a ninguém
e, subitamente,
…………….mergulhamos
nas horas perdidas
e tão esperadas
de reconhecer os anseios
que um dia estagnados
tinham a importância dos créditos
de um filme pornô.

Mas quem ousaria a boca
deliciar melodias como numa flauta
sem pausa,
um dueto místico e visceral,
aqui e lá,
menor ou maior;
precisamos do olhar pendente
que impulsiona possível enlace.

Eu não sei.……….Eu não quero.
Queria um manual da lisergia
ou desvendar impressões
desde sebos ricos
ou famílias confusas –
as faces da Mesmice,
como a mais intensa das renovações,
pairam num mesmo Universo,
vê? Restam poucas palavras.

Resta não sabermos nem querer,
mas que nossos incômodos
Noturnos e Dissonantes
possam eternizar.

Afinal, se amaciou tem que comer.

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