noite do rapé


A mente menti inerte à verdade que parte no escorrer dos ponteiros que vão se completando.

A música, o prosear – às vezes dói – enfatiza a ferida que mina aberta supurando (pela janela o poste apagado torna negra a folha da figueira que dança, arranha, assobia pra lua gorda e pálida).

O trago alivia a carne após o coito, ainda trêmula; comemora o orgasmo e todo aquele suor antes doce, agora amargo: a vitória não foi justa.

O relógio ordena a ida – as vestes, que nem tempo tiveram pra troca de calor com o chão, tornam a cobrir a pele áspera.

Pensamentos disfarçados, um fervilho na cabeça à beira da saída, porém nada é relido além do adeus que paira com o bater da porta.

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